quarta-feira, 20 de junho de 2012

Carbono

Te escrevi cento e três versos
e já se foram quase todas essas cartas não enviadas.
Te chorei um bilhão de lágrimas,
corri de mim mesma 7 quilômetros, mais muitas caminhadas.

Ouvi quatrocentas e dezesseis músicas pensando em ti
poemas, por volta de cento e vinte.
Foram meses de noites sem dormir,
diálogos imaginados, pra te ver sorrir
sonhos e esperanças,
corações quebrados
éramos jovens e crianças.

Cinco questões eu enfrentei,
contei, falei, deixei...
Agora esqueço os números,
queimo palavras, destruo nossos mundos
pois minha mão é o que a suja
o Universo é todo igual,
mesma matéria e material,
minha alma não é sua. 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Segunda Guerra Mental

A cada dia a vida torna-se mais tediosa. Estou cansada de pensar em não pensar e acabar pensando ainda mais. Confuso, não? Pois bem, é exatamente assim aqui dentro. Seja bem-vindo ao caos de memórias.
Uma calmaria alarmante assusta-se como ao soldado que não escuta os puxões dos pinos e gatilhos. Talvez eu seja o campo, talvez eu seja a guerra. A mente guarda belas armadilhas e pode ser impossível cuidar de si mesmo. Todavia, ninguém quer cuidar do enfermo interno.
Passo mais um dia olhando o céu ir de azul a cinza, até enferrujar e sentir-se cansado demais para pendurar ali qualquer ponta de estrela. Foi só mais um dia vazio, é só mais um ser humano vazio.
Aos poucos vou me curando da humanidade e fugindo sem olhar para trás.
Eu te amei no primeiro dia.
Eu te amarei no último.
O que varia é o intervalo.