Quando a encontrei pela primeira vez, seu olhar era tão triste e vazio quanto meu sorriso em nossa despedida. Minha curiosidade, imaginei, incomodava mais a mim do que a atrapalharia, então decidi me intrometer em sua melancolia.
Perguntei por que parecia tão triste e ela disse que não era só parecer. O motivo? A vida não é bonita e ela sabia. Além disso, acabaram os morangos. A vida acaba rápido, assim como os eles, e não é boa de se vir e ver.
Nossa estadia, se bem olhada, é linda; Infelizmente, alguns olhos foram condicionados a enxergar nada que não seja o horror do mundo.
Os morangos dão no Inverno.
Ela acha que essa vida é a mais terrível bênção que alguém pode querer.
Eu só penso que é curta e que ela deveria comprar mais morangos. A época deles logo terminará. É por isso que precisa procurar o que te agrada antes do seu fim.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Barco
Estava à deriva
Presa numa agonizante calmaria
Queria qualquer tragédia
Em vez disso, soprou minha vela uma esperança fina
Eu não vou perecer
Nunca vou perecer
Não me deixa comandar o meu barquinho
Ele é pequeno, mas é querido
Toma minha rota e meu coração
Eu não vou me perder
Nunca vou me perder
Não deixa eu me afogar em qualquer mar que não seja teu amor
Presa numa agonizante calmaria
Queria qualquer tragédia
Em vez disso, soprou minha vela uma esperança fina
Eu não vou perecer
Nunca vou perecer
Não me deixa comandar o meu barquinho
Ele é pequeno, mas é querido
Toma minha rota e meu coração
Eu não vou me perder
Nunca vou me perder
Não deixa eu me afogar em qualquer mar que não seja teu amor
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