É só esse vazio.
Ele está me consumindo cada vez mais, toma cada pedaço de felicidade restante. Engole minha alma.
A cada dia está ficando mais difícil fingir que não incomoda, fingir que não está destruindo minha vida assim como destrói o que há de bom.
E o que sobra é o frio. Resta o cinza como as próprias cinzas da alegria que uma vez ardeu em meu peito, que de chamas foi a pó.
A única forma de acabar com o vazio é preenchendo-o, mas temo que seja como um buraco negro, sugando cada resquício de luz, transformando tudo em trevas.
Prefiro agora perder-me na escuridão do que encontrar essa pessoa que me tornei.
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