sexta-feira, 8 de julho de 2011

Céu de Julho

O céu de Julho possui somente sua imensidão e suas cores mais feias, como se estivesse enferrujado após tantas noites de chuva, como se estivesse cansado de colocar cada estrela brilhando, como se tivesse inveja da lua e sua beleza intrigante e incomum. Tudo o que me resta agora é ouvir o sopro do vento e tentar encontrar um pouco do brilho dos astros. Procuro na verdade o brilho dos olhos que não posso encontrar. Olho para cima na esperança de que a estrela mais brilhante assemelhe-se àquele olhar, mas encontro apenas o vazio alaranjado. Olho para dentro, tento me lembrar dele e novamente vejo apenas no vazio.
Lá fora o frio e a escuridão, por vezes perturbadores. Aqui dentro, o mesmo. 

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