Não faço as perguntas que quero porque, antes mesmo de conseguir formulá-las, já conheço a resposta.
O Sol brilha fraco, como minha esperanças de um dia entender ou esquecer. As nuvens são muitas, algumas ralas e outras cheias, mas o céu é quase todo branco. A claridade me faz cerrar os olhos. Não sei o que me prende, porém é real.
A gravidade é real. Caí dezenas de vezes; pode ser a fraqueza das minhas pernas. Versos californianos conversam comigo, dizem o que eu gostaria de dizer. Pena que já foi dito. Infelizmente, não foi dito pra você. Ou por mim. Está quente, eu sei, mas o calor não aquece meu coração.
Como é terrível se sentir incapaz de tentar quando a temperatura e os bons costumes nos dizem que devemos sorrir!
Minha cabeça dói. Tudo dói.
Tenho descontado minhas dores internas no corpo externo, mais uma vez. Peço desculpas. É difícil quando desaprendemos a gritar.
Removi os objetos pontiagudos de vista e tentei me concentrar em qualquer outro trabalho que não fosse a força que faço para não pensar. Sou covarde, continuo batendo em móveis e paredes que nada tem a ver com meu ódio.
Não se preocupe, meu bem, o ódio também não é seu. Ou quem sabe seja.
Sendo o ódio seu, continue em paz. Jamais seria capaz de te machucar. Nem mesmo como você me machucou. Não sou vingativa, apesar de descontrolada.
Tudo isso deve ser culpa do meu coração fino. O coração que é uma linha, qualquer toque já estoura. Apesar de explodir com a alegria, pessoa nenhuma coloca essa corda no lugar de novo, certo? Irreparável. A não ser quem a fez.
Continuarei me culpando, mostrando aqui fora as cicatrizes e roxos de dentro. Os punhos fechados e os sentimentos no concreto. Mais uma vez. E outra. E outra. E outra. E outra...
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