sábado, 16 de julho de 2011

Derrota, Morte, Dúvida e Tempo

Apesar de ter perdido tantas vezes, ainda não me sinto confortável com o sentimento. E todos esses azarados  só podem escolher uma eterna dama de companhia. A Derrota até agora me acompanha, presente em todas as ocasiões possíveis, mesmo quando isso ou aquilo não deveria se tratar de competição. A verdade é que existem sim vencedores e perdedores, sempre. Já a outra, prefiro tratar como senhora. A Morte por vezes me parece tentadora. Acolheria-me em seus braços com todo prazer, já que está sempre disposta a receber os desgraçados. Entretanto, a Dúvida mantém-me entre os outros seres que respiram com seu jeito indeciso de ser.  Será que um dia algo dará certo para mim? Infelizmente, só o Tempo pode me responder, e está ocupado passando rápido demais para mim.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A minha coisa favorita

Por aqui, a minha coisa favorita é a janela. Por lá posso olhar para o horizonte, e fico imaginando como seria bom atravessar todos esses quilômetros e problemas só para te encontrar. Será que nossa felicidade pode quebrar todas as barreiras? Por enquanto apenas sinta meu abraço à distância, tão apertado quanto meu coração ao perceber que você não o receberá de verdade.
No restante, a minha coisa favorita é você.

domingo, 10 de julho de 2011

Medo

Preciso libertar-me desse medo que está sempre me prendendo. Já aprendi que quase tudo machuca, mas tenho que entender que muitas vezes será inevitável. De que adianta estar sempre bem se na verdade nada sente? Ah, esse maldito temor que vive me impedindo de viver...
Não há riscos para quem não se arrisca, tampouco há qualquer outra coisa. E todas essas coisas, todos os negócios, o que deixei de negociar por medo de tentar e falhar. Logo eu que me senti tão certa vejo-me arrependida dos erros que não cometi. Tarde demais para desconcertar tudo.

sábado, 9 de julho de 2011

Não sei se é definitivo, mas decidi que te quero aqui. Minha decisão pode mudar a qualquer momento, afinal até o para sempre tem um final. Se este será feliz ou não depende apenas de nós, mas posso te garantir que farei de tudo para manter um meio perfeito. Vejo que não há porque tentar adivinhar o que está pensando se nem ao menos posso ouvir seu coração bater. Quero ver a velhice chegar, quero sentir a morte se aproximando e apoderando-se do meu corpo ao teu lado, pois sei que até sem vida meu amor por ti ainda viverá. Contigo até a desgraça parece bela, até meus pesadelos tornam-se sonhos suaves dos quais jamais quero acordar. O quanto isso vai durar eu não sei, mas como já dizia um de meus mestres nessa matéria tão complicada, enrolada que se desenrola em meio a enredos e embaraços, "que seja eterno enquanto dure", e o que não durar a gente esquece e joga de lado, lembrando e suspirando sobre o que um dia foi beleza e encanto.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Tornou-se cinza

Por mais que nada preenchesse seu vazio interno, as cicatrizes não a incomodavam mais. Aos poucos ela esquecia de quem há muito a esqueceu, mas as lembranças insistiam em voltar. A solidão tinha se tornado sua melhor amiga e a escuridão a consolava nas horas mais difíceis, suas companheiras beberam cada lágrima derramada até que não houvesse mais nada para chorar. Infelizmente, o plano falhou. Seu coração secou assim como todas aquelas lágrimas, era duro e frio feito pedra. Tornou-se cinza e d'ela mesma não iria renascer. Era aquilo e ponto. Nada mais. Apenas fria, dura e vazia. Quem iria querer partir um coração desses?

Céu de Julho

O céu de Julho possui somente sua imensidão e suas cores mais feias, como se estivesse enferrujado após tantas noites de chuva, como se estivesse cansado de colocar cada estrela brilhando, como se tivesse inveja da lua e sua beleza intrigante e incomum. Tudo o que me resta agora é ouvir o sopro do vento e tentar encontrar um pouco do brilho dos astros. Procuro na verdade o brilho dos olhos que não posso encontrar. Olho para cima na esperança de que a estrela mais brilhante assemelhe-se àquele olhar, mas encontro apenas o vazio alaranjado. Olho para dentro, tento me lembrar dele e novamente vejo apenas no vazio.
Lá fora o frio e a escuridão, por vezes perturbadores. Aqui dentro, o mesmo. 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Quase um desabafo

Sabe o que é sentir-se um ser humano horrível? Ter ódio, nojo... Enfim, sentir que não vale a pena? Por que, afinal, alguém gostaria de mim? Por que alguém sentiria orgulho de mim? Eu sou um nada. Sou ninguém. Não mereço nada. Não sou boa em nada. Não faço nada direito. Minha existência é vazia. Sou um desgosto até para aqueles que me colocaram no mundo. Nem viver eu vivo. Mal tenho amigos. Desses poucos, quase nenhum deles perto de mim. Estou sempre sozinha, trancada no meu mundinho de merda. E ainda tem gente que pensa que eu gosto de viver assim. Eu odeio meu jeito, meu ser, meus atos. Mas pelo menos isso faço bem e por inteiro. A verdade é que sou só mais um número, só mais uma cifra, um gasto, desgastada e desgostosa, não mereço a vida que tenho e que não vivo. Mas para eles a morte é exagero. Então, o que mereço? Seria a humilhação? Mesmo assim, ainda não acho melhor a vergonha do que nada.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Sempre pensei que o tempo, talvez locais e circunstâncias tivessem te mudado, mas a verdade é que isso só trouxe à tona quem você realmente é. 
Ando me perguntando se o que "sentimos" foi real ou apenas mais uma das nossas, acho que mais minhas do que suas, agradáveis mentiras. Aquilo fazia realmente parte de você ou foi só mais um pouco daquela pessoa que eu mesma criei? Sinceramente, acho que agora preferiria que fosse mentira. 
Hoje você não é nem um pouco daquilo que eu um dia amei. 

Insônia

E no meio da noite estou acordada, procurando pelo nada. Mergulhada na escuridão, onde nem minhas palavras podem me trazer a luz. Elas apenas me afundam cada vez mais e mais...
Acho que estou procurando por você. Olho em todos os lugares. Tento te ver nas pessoas, objetos, memórias, paisagens... Eu só preciso te encontrar e então poderei dormir em paz.

3.

Três palavras podem mudar sua vida de diferentes formas. Seja com um "Eu te amo", "Vai se foder" ou "Vou me matar".

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Quem sabe um dia...

Não consigo acreditar no que me tornei, assim como acho repulsivo pensar no que nos tornamos. E pensar que eu te conhecia tão bem. Ou melhor, pensava que conhecia. Afinal, a quem estávamos enganando? Porque, para ser sincera, eu parei de acreditar no que você me dizia há um bom tempo... Todas aquelas promessas e juramentos, nossas esperanças, nossos sonhos, planos futuros e perceber que era tudo ilusão. Eu deveria saber desde o primeiro momento. Agora me pergunto se alguma vez você realmente pelo menos me desejou coisas boas. Mais uma vez a minha verdade destruiu tudo, mas não devemos jogar toda a culpa nelas. E as meias palavras, conversas inacabadas, suas atitudes erradas? Onde ficam? Ficam guardadas, arquivadas, bloqueadas pela memória porque quando os erros não são meus as pessoas fazem questão de esquecê-los. Não me importo com o que os outros acham disso agora. Quem liga para o que eles preferem? Bem, eu não. Eu nunca sou, nem nunca serei a escolhida. 
Não quero mais pensar que não sou boa o suficiente, mas sim ter certeza de que sou boa demais para que as pessoas possam me aceitar e me compreender. É, talvez seja só isso. Um dia, quem sabe, você se arrependa e perceba que recados passados e conclusões precipitadas não são a melhor maneira de resolver alguma coisa. Quem sabe um dia você perceba que também comete erros, e espero que não seja só você. Quem sabe um dia veja que poderia ter continuado se você não tivesse me trocado tantas vezes. Mas, por enquanto, eu não sei. 

terça-feira, 7 de junho de 2011

Vazio

Não tenho mais palavras para descrever o que sinto.
É só esse vazio.
Ele está me consumindo cada vez mais, toma cada pedaço de felicidade restante. Engole minha alma. 
A cada dia está ficando mais difícil fingir que não incomoda, fingir que não está destruindo minha vida assim como destrói o que há de bom. 
E o que sobra é o frio. Resta o cinza como as próprias cinzas da alegria que uma vez ardeu em meu peito, que de chamas foi a pó. 
A única forma de acabar com o vazio é preenchendo-o, mas temo que seja como um buraco negro, sugando cada resquício de luz, transformando tudo em trevas. 
Prefiro agora perder-me na escuridão do que encontrar essa pessoa que me tornei.

Mais raiva, menos palavras bonitas.

Eu estou cansada de tantas pessoas dizendo como eu devo me sentir. Todos querem me obrigar a gostar de como eu sou, me forçam a ver a beleza da vida, falam sobre os grandes e até mesmo insolúveis problemas dos outros. Mas e se eu quiser me ver assim? "Talvez ela não consiga se ver de outra maneira. Talvez não doa tanto quanto parece" alguém já pensou nisso alguma vez? Machuca muito mais ouvir que devemos amar nosso corpo do jeito que ele é porque todo mundo é lindo, sendo que você sabe que é mentira. Nem todas as pessoas gostam de seus defeitos. Claro que não podemos ficar paranóicos e querer arrumar todo e qualquer defeitinho, mas não gostar de uma coisa ou outra e querer se sentir mais bonita não tem problema nenhum. Parece que hoje em dia a vaidade é um crime.
Não aguento mais fingir que a vida é perfeita e eu me amo assim.

sábado, 28 de maio de 2011

Essa mania estranha.

E quanto mais eu penso, menos eu entendo. E quanto menos eu penso, mais lembro das memórias ruins. É porque eu tenho essa mania estranha de me torturar pensando nas coisas que deram errado e não consigo ver se algo de bom me aguarda mais para frente.

Assassinos.

Eu não sei o que é que realmente está me matando: meus pensamentos, meus sentimentos ou a falta de ambos.

Contradição.

Gostaria de entender tudo. Mas, antes disso, poderia começar apenas por mim. Quero saber o que sinto, saber o que é real e o que ilusão, saber no que acreditar e confiar, saber se devo seguir em frente ou esperar mais um pouco. Queria entender meus sentimentos contraditórios. Meus pensamentos contraditórios. Minha contradição humana e errônea como outra qualquer que é, ao mesmo tempo, tão única e diferente. Separar o que é do que não é, quem sabe até rotular ajude. Ir contra os meus princípios e seguir minhas próprias regras. Amar e não me machucar. Não amar e não machucar outras pessoas. Viver intensamente e desejar não estar viva.
Gostaria de não tentar me entender.

Por "sozinha" quero dizer sem você.

Talvez eu realmente goste da dor, porque acho tão confortavelmente doloroso passar noites e mais noites sem te ver. Algumas vezes penso que isso me fará bem, outras que isso nos fará bem. E ainda consigo achar que isso, pouco a pouco, vai matando o que há dentro de nós. E sei que é mentira, pois o que é verdadeiro não morre assim. E se for mesmo verdadeiro, nem algumas noites solitárias desgastarão o sentimento.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sem título.

Algumas pessoas dizem que escrevem para se libertar. 
Sinceramente, não há como livrar-se dessa dor. Porque ela não está aqui ou ali, não pode ser atirada como objeto para a culpa, essa dor habita meu ser. É impossível libertar-se de si mesmo. Do seu corpo, sua mente, aquilo que você pensa controlar, sim, mas não da sua essência.

Então...

Sabe como é confiar 100% numa pessoa? Poder contar com ela sempre, dizer tudo, sentir como se essa pessoa fosse tudo aquilo que te faz bem, entende? Essa pessoa será sempre sua salvação, quem te ajudará quando a vida estiver difícil, que não te deixará cair, e caso caia, ela te levantará... Será em certas horas seu apoio e em outras vai te deixar caminhar por si só. Alguém que sempre "estará lá", não importa o que aconteça ou se a situação parecerá complicada, até mesmo impossível. Essa pessoa é tudo. Ela não te julgará por uma ação ou outra, pela sua aparência e nem mesmo por seu coração. Ela não te julgará e ponto final. Apenas confia em você, assim como você quando entregou seu coração.
Sabe como é isso? Então...
Eu gostaria de saber como é.

Um punhado de qualquer coisa.

Perdoe-me por dizer sempre a mesma coisa. É que às vezes penso que repetindo essas palavras você lembrará delas com maior facilidade.
Perdoe-me por ser sempre a mesma pessoa. É que às vezes penso que sendo um pouco irritante posso marcar-te de alguma forma, para que não se esqueça de mim.
Perdoe-me por me desculpar tanto. É que às vezes penso que desculpando-me contigo você aceitará meus próximos erros com mais facilidade.
Perdoe-me por ser tão estúpida. É que às vezes eu não penso.

Temperaturas.

E noites frias passam rapidamente enquanto eu espero por dias melhores. E eu, friamente, espero por respostas. Enquanto frias palavras escorregam de meus dedos. Com uma suave frieza nego-te tudo. Só espero que, algum dia, você perceba que preciso mesmo é de ti ao meu lado. Aqueça-me. Por favor, nem que seja apenas por uma noite, aqueça esse meu coração frio. Quero sentir seu calor, derreter-me com suas palavras. Pode ser apenas por um instante. E que seja errado, deixe-me queimar ao seu lado. A eternidade é pouco tempo para nós.