segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Coisas que encontrei em 2012

  1. paz;
  2. fé;
  3. amizades;
  4. verdade;
  5. conhecimento;
  6. direcionamento;
  7. desafios;
  8. cura;
  9. família;
  10. motivos para continuar;
  11. respostas;
  12. felicidade.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Sou viciada em decepções amorosas e por isso acabo me apaixonando umas cinco vezes por dia.

domingo, 9 de dezembro de 2012


bolso favorito


o isqueiro maneiro
nem todo poema tem rima
nem todo menino escreve pruma menina
às vezes o caminho mais curto
não é pular o muro
pode ser mais difícil andar junto
que sozinho contra o mundo

Dezenove ou vinte

Estava assistindo Melancolia, mas decidi sair para andar de bicicleta.
Às vezes tenho vontade de produzir meus próprios filmes.
Peguei meu caderninho, algumas canetinhas e um lápis, calcei tênis brancos e vesti meu casaco favorito. "Deixa eu te dar um beijo, mãe".
O vento estava bem frio para uma noite de novembro. O que me aconchegou foram as luzes de Natal amareladas e a canção que saía dos meus fones de ouvido. Ouvi Cais enquanto pedalava sobre o amistoso paralelepípedo e pela grama de uma feliz e piscante vizinhança. Sempre achei que eram mais simpáticos que o asfalto.
Cheguei ao playground vazio onde tentei me lembrar do início deste texto, já que pensei em como seria escrito desde que me levantei do sofá. Agora, só escuto o som das outras correias, um terrível sertanejo universitário que vem do bar recentemente aberto em frente ao condomínio e da ponta azul turquesa riscando o papel reciclado.
O céu mescla aquele horroroso laranja de nuvens carregadas e um reconfortante - veja só - azul. Não sou muito fã da cor. De fato, o laranja é a minha favorita, exceto lá em cima. Daí prefiro lilás, rosa ou salmão. Salmão é o nome certo? Já vi chamarem-na de salmón. Salmão é uma nuance do laranja? Deve estar entre isso e o rosa. Deveria existir uma linha de esmaltes chamada cores do céu. Ou deveria ter existido, já que acredito que teria feito maior sucesso no ápice de vendas de A Menina que Roubava Livros.
É só uma noite de domingo.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Coração acadêmico

Eu tenho um amor disléxico, nem tenta me explicar.
Um déficit de atenção em relacionamentos.
Sou hiperativamente carente.
Nem me adianta tomar aulas, não existe solução para esse meu probleminha. Não é de hoje que muitos sofrem por uma vida. Para sempre de recuperação.
Vou me recuperando dos amores mal entendidos, daqueles que havia perdido e do que sempre foi impossível.
Sou repetente.
Sou louca. Repito toda forma.
Não encontro fórmula para me dar bem ao decorar. Tudo isso não me basta, pois discordo de toda teoria e, por ironia, talvez um dia eu possa lecionar.
Com toda a bagagem que hei de adquirir dá para ensinar em sala e palestrar aconselhando o que não fazer quando se apaixonar.

Estou apaixonada por ti, Calisto

Calisto não é homem nem mulher,
nem mortal Calisto é.
É o astro maior em que penso
ao olhar para o céu e ver o luar.
Por ti, Calisto, me apaixonei,
não vejo mais graça na Lua que já sei
todos os cortes, recortes e buracos,
aquela por quem todos já são enamorados.

Calisto, sei que não pode me ouvir
e só de te imaginar já posso sorrir.
Melhor seria se pudesse
trocar nosso satélite
pra te observar daqui.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Eu tenho todas as ferramentas e inspiração. O que me falta é o coração.
Vou olhar disfarçadamente,
assim ela nem percebe.
Como nunca viu?
Eu a acho tão bonita.

Ela nem nota.
Para que abra os olhos
precisarei de alguma prova.
Mas você é tão bonita.

Eu penso com frieza
em te tirar da minha cabeça,
porém de longe e de perto,
mesmo nunca sendo minha,
eu te acho tão bonita.

Pode ter certeza,
até admitir para si mesma
ainda vou te achar bonita.

Então olha pro espelho,
encara teu verdadeiro eu e grita:
"Você tava certa. Eu sou tão bonita!"

Convite

Eu nasci com o coração meio poeta
e coração meio andarilho,
pra viver amor bonito,
pra viver amor bandido.
É pra viver sempre fugindo
de onde recebo afeto,
de quem me dá carinho.

Se já tive alguma sorte,
foi quando te encontrei.
Vestia um sorriso frouxo,
de quem a vida deixou um gosto
amargo demais para viver.

Eu vivi andando torto.
Nem sorriso tinha, de tão desgostoso
que pra mim era viver.

Pra vir sem medo
e sendo canhota, venha comigo.
Nunca quis o que era direito.
Melhor é apreciar acompanhada a vista do caminho.

domingo, 18 de novembro de 2012

Lista II

Coisas que odeio:
  • eu;
  • você;
  • eu;
  • eu;
  • você;
  • você;
  • você;
  • você;
  • o primeiro você;
  • outro você;
  • você mesmo mais um pouco;
  • listas. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Coisas que gosto:

  • listas;
  • desenhos animados;
  • o tom de azul da rainbow dash;
  • laranja, mas um dia foi azul. agora é laranja;
  • cores do universo;
  • coisas que vemos;
  • pequenas coisas;
  • coisas que puxam outras coisas;
  • puxar o alargador;
  • madrugadas;
  • quadradinhos verdes;
  • internet borbulhando de pessoas;
  • conversas que não fazem sentindo;
  • outras listas.
Coisas que não gosto:

  • tudo que é certinho;
  • incluindo as listas.

e mais
  • bagunça;
  • fazer sentido.
Coisas que gosto e não gosto:
  • listas;
  • listras;
  • pessoas;
  • pessoa;
  • perguntas;
  • fins;
  • fim da lista.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

eu nunca tive muita coisa
eu nunca tive nada
eu sempre tive tudo
eu nunca vou mudar

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Pequenos olhares de fim de tarde II







Gosto de paisagens. Gosto da natureza e da paz que ela me traz. Gosto de coisas pequenas e delicadas. Gosto de ver a mesma coisa várias vezes, para vê-la de formas diferentes. Gosto de clichês.
Acho que só não gosto de mim mesma.
Me fez perder a vontade de tudo. Não consigo escrever, enxergar, me mover ou deixar pra lá. Só sei esperar.
Por que você me odeia? Afinal de contas, o que eu fiz de errado? Sei que não acerto muitas coisas, mas não vejo razão para tanto desprezo.
Seja lá o que for, eu não faço de propósito.
Meus pedidos de socorro não são ameaças.
Eu só queria entender o que houve contigo. Por que tudo mudou? Porque eu não mudei tanto assim.
O cansaço me venceu. Você, mais uma vez, venceu.
Não quero me humilhar. Não quero me estragar. Não quero me entregar a quem me jogou fora há muito tempo. Me deixa entender.
Me deixa entender, daí posso te libertar. Posso me libertar de uma vez por todas.
Preciso de novas inspirações, novos amores e decepções diferentes.
É impossível que alguém acorrente-me de pior forma.
Eu só quero ir embora.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

De vez

As coisas nunca são como eu vejo e tenho plena certeza de que minhas lembranças foram, de certa forma, alteradas. É uma mistura de realidade e ficção intrigante que me faz querer compreender minha própria mente.
Vai ver eu vim com defeito de fábrica e só gravo o que me convém.
Ou então minha vista tá sempre embaçada demais.
Hoje, por exemplo, meu olhar é quente. Mas não é um quente bom, é um quente amargo e que esfria quando escorre. É aquele quente que turva o mundo. Estou tremendo de nervoso, de tristeza, de saudade. Deliro de febre. Só que também não é febre comum, ela parece ser mais intensa e agita o estômago e a cabeça. Devo estar com a alma doente.
Vai ver é só uma virose. O tempo virou de novo.

domingo, 16 de setembro de 2012

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Outra noite

A cidade pulsa,
Eu quero viver.
Você me usa
Sem eu nem saber.

A música me faz vibrar
Ou será você?
Mostrando-me a melhor droga que já usei.
A dependência que mata,
A abstinência que traz dor.

Esperei por tanto tempo
Que talvez valesse a pena
Aguardar no futuro,
Mas só sabemos do presente,
Presenteie-me com teu tudo.

Vou gritar para que todos ouçam!
Eu transpiro e sorrio
Só vejo felicidade
De nenhum outro segundo sentirei saudade.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Amor de ônibus
só dura três pontos
Príncipe encantado no mesmo vagão
desce na próxima estação

Girassol

Quis procurar por aquele avião no céu que parecia mais azul do que o normal. Acompanhei com os olhos até onde conseguiu e, ao tentar levantar e segui-lo mais um pouco, tive a  mão espetada por espinhos que escondiam-se no gramado.
Acordei.
Nunca saberei daquelas vidas. Dos destinos.
Começamos uma conversa. Ele era jovem e reluzente.
"Quer um copinho d'água?"
"Não, obrigada." seu sorriso foi mais simpático que o meu.
Ele procurou por um assunto e encontrou a bicicleta.
"É do meu primo."
"E essa é da minha irmã."
"Vou até a quadra. A gente se vê depois."
Apesar de nunca mais tê-lo visto, ele me passa muita certeza.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Cabeça presa

fora do lugar
fala sem pensar
depois se arrepende
entende
não mente
esquece e engole
difícil de digerir
é pior de corrigir
orgulho não engana
nenhum nome chama
acende a ascendência
tomar cuidado é só crença
salga o rosto
amargo gosto
me envenena
os tão belos recortes
me lembrei de reformar
recordei todo retoque
me esqueci de confirmar
sem pontuação
sem querer parar
me contei alguns segredos
vi nenhum segundo
ou segundo dum quarto
sala ou três meios
ou minutos nas semanas
nada disso vi passar

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A última das sufocantes cartas

Eu te amo mais do que qualquer um será um dia capaz de compreender, já aceitei isso como uma condição de vida. A verdade é que sinto que preciso te escrever isso pelo menos mais uma vez, sinto que talvez seja a última.
Não sei por quanto tempo ainda poderei navegar pelas águas da lucidez, sei que estou perto de um novo fim, à beira de outro abismo. Sou a única culpada de minhas quedas, não precisa perder-se em pensamentos.
Toda energia concentrada em amar outras existências pode ter resultado nessa falta de bons sentimentos para me preencher. De tão cansada, mal sinto pena de mim mesma.
Nunca se pode afirmar quais serão suas últimas palavras caso não deixe de ver qualquer coisa, é baseada na minha cegueira - minha escuridão ou a flata de luz de todos nós - que assino minha própria lápide da sanidade mental.
Estou prestes a me afogar, alagar-me em rios de "está tudo bem". Vai ficar, ninguém há de confirmar, mas eu sei que vai.
Peço desculpas, afinal, não seria esta a minha mais bela declaração.
Se procuras por dramáticas palavras afetuosas, volte um pouco.
Apenas fique ciente do meu estado. Estou bem; lembrarei-me de você assim que não houver ponta alguma de claridade.
Cuidas da mente, corpo, coração. Não consegui lidar com nenhum deles, de nenhum de nós.
Não te esqueças de mim, permanecerei gravada em alguma forma, tente saber.
Despeço-me de tudo aqui, sem entregar-me completamente. Das batalhas, só saberemos quando a fadiga passar.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Monólogo infinito

Hoje eu me olhei no espelho...
Ora, bolas! Conte-nos uma novidade! Estamos todos tão cansados de suas dissertações sobre si mesma. As reclamações e o choro, quando em demasia, tornam-se irrelevantes. Você não passa de mais uma insuportável e dramática jovenzinha que pensa que todos os problemas do mundo são teus e, pior ainda, acredita que resolverá tudo com um projeto de texto, com qualquer meia dúzia de bobas palavras.
Deixe-me continuar, certo? Bem, hoje eu me olhei no espelho e notei que a hora havia chegado.
Ignorar-te-ei.
Finalmente, libertei-me da última parte que faltava.
Prossiga.
Suspirei. Respirei. Inspirei. Fui e voltei.
Nós precisamos terminar.
Como assim, terminar? Somos um só!
E o que me diz de toda essa divisão? Somos preto e branco.
Então que viremos cinza!
Não, você não pensa na possibilidade d'eu querer alguma cor?
Branco é cor. Só não é cor colorida.
Você não vê que não fazemos sentido?
Nós nunca fizemos, nunca precisamos.
Eu não quero mais ser assim, escolhi por um lado só. Escolhi fazer sentido, escolhi ir reto, seguir o fluxo, deixar a correnteza me levar.
O que fizeram com você? Conosco? Comigo? Você não pode me fazer sair da sua mente assim.
Pois duvidas? Eu lhe garanto que posso!
Então me tire, me tire já.
Não posso, não posso até que você aceite. Enquanto você não aceitar, continuaremos a discutir.
Faremos dessa conversa um monólogo infinito.
Vejamos quem se importa mais.
Eu me importo contigo, isso sim.
Comigo? Nesse caso, já teria partido há muito tempo. Sabes que me faz mal, errei muito por sua culpa.
Escutou-me por opção.
Você gritava.
Nós gritávamos, gritávamos numa voz só. Gritamos eu, você, o coração, a alma. Gritamos tudo, todos.
Como me convenceu de tanto?
Dizendo o que quis ouvir. É, pelo visto vamos durar pra sempre.
Mas eu não quero!
Não tem querer, é assim que funciona. É assim com todos, por que acha que seria diferente contigo? Você se acha muito especial, não é verdade? Mesmo quando quer fazer parte de uma massa faz questão de fazê-lo de forma não convencional. Deve estar muito feliz agora, ninguém esperava por isso.
Eu não posso estar legal, não posso.
Está melhor do que nunca. Só não sei quem deve ser grato.
Ambos?
Todos.
E vazio continuará.
Sou muito organizada, deixe o preto longe do branco.
Sem contar que cinza é muito feio.
Como sempre, concordamos em discordar.
Isso até que admita que é sua verdadeira opinião.
Diga que mente.
Nós nunca mentimos.
Vamos, estamos ficando gelados.
Ninguém quer congelar-se no tempo, dentro de si. É o fim. O início. A continuação.
Nunca aconteceu.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Essência

Estou certa de que consigo ver beleza em quase tudo. Encontro em cada canto algo para apreciar. Ali, naquele morro todo verde, na imensidão azul ou em suas palavras singelas. O que vejo vai além, estou encostada na varanda, é a vista que temos da janela da alma.
Sou reflexo de cada um, a curiosidade que me anima e me faz querer desvendar todos seus sorrisos variados. Eu encontrarei seus sonhos dentro de mim.
Nós, estrelas, voltaremos a brilhar em pó e tudo será o que já e sempre foi.
Às vezes eu penso que o que penso não fui eu quem pensou. Você pensa como eu?

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Passado

Encontrei uma história interessante na página oitocentos. Não era sobre minha vida, mal falava sobre mim, mas aquele diálogo me fez reviver tantos outros que a minha única vontade agora é voltar no tempo. Provavelmente eu queira voltar nas pessoas. Gostaria de ter mais lembranças, gostaria que fossem contínuas.
Tudo é tão grande, tudo é tão impossível... Passageiro, entretanto, não me foi invisível. 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Carbono

Te escrevi cento e três versos
e já se foram quase todas essas cartas não enviadas.
Te chorei um bilhão de lágrimas,
corri de mim mesma 7 quilômetros, mais muitas caminhadas.

Ouvi quatrocentas e dezesseis músicas pensando em ti
poemas, por volta de cento e vinte.
Foram meses de noites sem dormir,
diálogos imaginados, pra te ver sorrir
sonhos e esperanças,
corações quebrados
éramos jovens e crianças.

Cinco questões eu enfrentei,
contei, falei, deixei...
Agora esqueço os números,
queimo palavras, destruo nossos mundos
pois minha mão é o que a suja
o Universo é todo igual,
mesma matéria e material,
minha alma não é sua. 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Segunda Guerra Mental

A cada dia a vida torna-se mais tediosa. Estou cansada de pensar em não pensar e acabar pensando ainda mais. Confuso, não? Pois bem, é exatamente assim aqui dentro. Seja bem-vindo ao caos de memórias.
Uma calmaria alarmante assusta-se como ao soldado que não escuta os puxões dos pinos e gatilhos. Talvez eu seja o campo, talvez eu seja a guerra. A mente guarda belas armadilhas e pode ser impossível cuidar de si mesmo. Todavia, ninguém quer cuidar do enfermo interno.
Passo mais um dia olhando o céu ir de azul a cinza, até enferrujar e sentir-se cansado demais para pendurar ali qualquer ponta de estrela. Foi só mais um dia vazio, é só mais um ser humano vazio.
Aos poucos vou me curando da humanidade e fugindo sem olhar para trás.
Eu te amei no primeiro dia.
Eu te amarei no último.
O que varia é o intervalo.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Mais que pessoal

Eu ainda não me esqueci de que quero você aqui. Também não me esqueci de que você queria uma caixinha para me guardar.
Engraçado, isso me lembra uma música que serviria perfeitamente de pano de fundo para nós. Cairia tão bem, quase tão bem quanto você em mim e aquela história do pijama.
Eu tenho guardados todos os detalhes dos nosso diálogos, estão organizados do meu jeito favorito. Eu tenho todos os seus detalhes guardados em mim, desorganizados.
Você está sempre embaralhando a minha mente.
Eu ainda me lembro de quando gritei como se estivesse onde o som não se propaga. Eu gritei palavras escritas, gritei pra você. Não consegue ver que eu te amo? Você as gritou de volta. Nunca soube se foram para mim.
Então eu decidi te confundir, porém, mais uma vez, você conseguiu virar a jogo. E hoje decidi que era minha vez de vencer uma batalha. Quem não sabe o que fazer agora? Pois é, eu lavo minhas mãos.
Percebo como o jogo pode ser agradável e divertido.
Não darei um fim a esse texto até vencer.
Aliás, saiba que, na minha cabeça, minha vitória significa nossa.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ainda procuro por uma saudade equidistante.

Canção simples dos dias amargurados


Faz esse amor caber em mim, caber em mim
Porque meu coração tá apertadinho, apertadinho
Então só deixa eu cuidar de ti, cuidar de ti
Juntos para sempre é bem assim, é bem assim

E enquanto eu aguentar eu vou te guardar
Bem aqui, bem aqui
Para sempre é do nosso jeitinho

Não deixe a hora passar antes que eu possa te tocar
Não deixe o dia se ir antes que eu te veja sorrir
Faz a semana arrastar pra você pode ficar
A demora do mês é pra poder te ter de vez

Os anos e as vidas ao seu lado soam bem
É de meu agrado
Não me deixe morrer

De noite, no breu
O negrume é meu
Estou esperando o dia clarear
Tentando sonhar com teus olhos...
Venha me salvar desses jogos

Meu amor é doentio
A obsessão tira o vazio
Então faz caber em mim esse amor doidinho

E como pode amor tão gigantesco caber dentro de um peito
onde nada jamais veio?
E como pode sem aviso e sem visita
você se tornar a favorita e nem se importar?

Não me explica
Só deixa eu te deixar bem
Cuida desse coração doente,
Dessa dor latente, do meu amor doidinho

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Outra vez egocentrismo

Tudo o que me deram foram conselhos e eu segui pela esquerda. Ouvi tudo o que me disseram e o que disseram para ouvir.
Pensei que te encontraria lá. Lá eu encontrei a mim.
Uma injeção de amor próprio eu tive que me aplicar, encarei frente a frente e entendi cada palavra, eu sabia que deveria escutar meus próprios conselhos de vez em quando. No fim das contas, não poderia ter tomado rumo melhor.
Pedi um queijo para o gênio, nenhuma faca e nenhuma pessoa, pois o egoísmo nem sempre é feio e não era hora de me compartilhar.

sábado, 21 de abril de 2012

Com as cartas na mesa, o jogo começa limpo

Apesar de quebrada e assustada, não sinto-me tão mal. Pela primeira vez vejo o medo como algo bom, provavelmente a coragem tenha me atingido em cheio. Percebi que é preciso um pouco de insensatez para fazer a coisa certa, mesmo que ela esteja errada depois de algum tempo. Triste e animada, quero chorar e explodir. Quero avançar no tempo ou congelar-me aqui mesmo. Tantas coisas acontecem e chega a ser difícil acreditar que o arrependimento não esteja metido aí no meio.
De uma vez por todas aguardo por uma resposta menos subjetiva.
Você deve competir para ganhar e eu já fiz minha jogada.

sábado, 7 de abril de 2012

Reunião de pensamentos

Olhe para mim como eu te vejo, pelo menos uma vez. Vamos trocar nossos pontos de vista, esteja na minha pele e aqui dentro perceba cada detalhe do mundo maravilhoso que criei para nós.
Criei nosso mundinho por falta de espaço em minha mente - você a preencheu por completo - e, sendo assim, não há outra opção além de projetar externamente meus doces desejos de estadias infinitas num belo campo contigo. E só quero falar o que soe quase bonito, porém sem sentido.
Eu não faço mais sentido algum, não existem razões para permanecer sem estar completa, nenhuma resposta é válida enquanto eu estiver sozinha. Se é no escuro que as coisas ruins se escondem, então é lá que eu devo permanecer.
Vou aguardar boas novas já que as boas velhas as quais me agarro não são mais reconfortantes. Saiba que por "boas novas" espero ouvir as palavras certas vindas de você. Nesse ato todos seus atos devem seguir o meu roteiro, estou torcendo por uma "não-atuação", então, não me surpreenda.
Entenda o que eu disse, entenda que é tudo pra você.
É aqui que o início do fim começa.

domingo, 25 de março de 2012

Lista de desejos

Queria te amar menos. Queria saber sempre o que dizer. Queria aprender mais, entender tudo. Queria que você soubesse de tudo. Queria ser corajosa.
Ainda quero muito. Ainda vou querer muito.
Quero ouvir o teu coração batendo, quero sentir a tua respiração. Quero o som da tua risada, teus olhos me fitando ao acordar. Quero que você seja a primeira e última coisa que eu veja no dia.
Queria poder dizer tudo isso a você. Queria não ter medo das suas resposta. E nem das suas perguntas. Queria poder ser eu mesma. Ou seria melhor ser outra pessoa?
Quero paz de espírito.
Queria você aqui. Quero-me aí.
Ah, como eu queria....

quinta-feira, 22 de março de 2012

E os meus usos são tão mais úteis para você do que para mim, porque no meu ponto de vista não passo de instrumento teu. E se sou tão útil assim não deveria ser mais difícil para você me dispensar? Você o faz com tanta maestria... Sem rodeios, sem palavras, o silêncio me responde tudo.
Deixe-me com minha tragédia, nada mais importa agora. Que o planeta Terra entre em colapso e facilite o meu fim, já que a vida me impede de viver.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Euforia

Empurrou-lhe um copo cheio de desastres e esperou pela resposta, sabia que viria e por faltar de não saber que não seria. 
- Argh, odeio o gosto disso. É horrível. - disse fechando os olhos com força e devolvendo o copo. 
- Então por que bebe? 
- Conhece meio mais fácil de apagar a memória? É um combo fantástico. Cada gole serve para empurrar a tristeza garganta abaixo e transformá-la em alegria passageira. Desce e faz meu peito entrar em combustão, como se sentisse algo por dentro além de tudo que as ciências nos ensinaram. Vai arder, vai voltar, mas a enxaqueca será melhor que a culpa e a sujeira mais limpa que a consciência. Talvez seja um grande desperdício de vida também, o que é ótimo para alguém que não vê motivos para seguir em frente. E à longo prazo a saudade da euforia e dos giros será mais confortável que essa que sinto. Erro por erro algum deles vai me matar de qualquer jeito, então é chegada a hora de brindar a infelicidade! 
Você é como fumaça. Posso te ver, mas nunca prender. Posso passar por você, senti-la dentro de mim e lá me fará mal. É uma estética diferente, livre, dançando no ar. gosto de acompanhar as suas curvas até que desapareça, intrigante, majestosa. Seja como for, infelizmente eu não sou seu fogo.